A gente, pedacinho do mundo
Grãozinho de areia na extensão praiana
A gente, gota de chuva em pleno verão
tão fortes e frágeis diante a imensidão
A gente que pode ser uma tempestade de areia
ou uma terrivel enchente
a afogar tudo aquilo que reprime...
que reprime a gente
É a gente que faz, que muda , que luta
sob o sol, a chuva, o dia e a lua
A gente que escolhe e não desiste
Podem vir coronéis, politicos, maguinatas...
Pois é a gente que sofre, que se fode!
e a gente que se une quando quer
e é querendo que a gente muda...muda..
muda até mesmo a sorte!
sábado, 5 de abril de 2008
terça-feira, 4 de março de 2008
Despertar...
Diante a iminência de um sonho outrora inalcançável
deturpam-se o chão e a realidade habitual
Cosmopolitas perdidos na imensidão mundana
vivendo toda ilusão pertencente ao ser racional
Ledo engano acreditar que o sonho seja apenas para sonhar
e que a realidade tenha esse ar inaceitável
Realidade: Sonho de um passado que foi alcançado
Sonho: Realidade de um futuro a ser almejado
Vos exclamo tais indagações
motivado pelo discernimento de ambas situações
Sejamos o Passado viril à acalentar novas alegrias
novas rimas, novas cifras e melodias à este sonho...
Este sonho chamado Brasil!
domingo, 2 de março de 2008
Samba Mundo!

Samba mundo...
Samba mulata, loira, cafuzo
Samba repique, pandeiro e bumbo!
Samba...
Samba Mundo...
Por um dia, uma noite, um minuto
Samba só, samba parceiro, samba conjunto
Samba a roda, samba a proza, samba viola
Samba garoto, menina e senhora
Samba...
Samba Mundo...
Samba católico, protestante, samba ateu e vagabundo
Samba no pé, no peito samba o swingue e samba enredo
o Samba é nosso, é vosso e é meu...
Samba, que também é teu!
Samba...
Samba Mundo...
Remelexe, discompassa e simula
Samba a boca, samba os olhos
Samba a pele, samba o pulso, samba a bunda!
Samba...
Samba Mundo...
Samba a alegria, samba a tristeza, samba a melodia
Samba meu pai, minha mãe, samba meu tio e minha tia
Samba eu e você, e me alegre com vida!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Santa Seita
Velhos amigos, novos irmãos
momentos alucinantes
realidade ou ficção?
Conversas da meia noite
entendidas por quem?
Por quem tenha vivido?
Quem tenha amado ou assistido?
Estar completo, comigo, contigo, conosco?
Coloço, colombo, esboço!
Esboço de uma vida única
Compreendida por por poucos
vivida por loucos
dividida por muitos
Muitos pensares, desejos e vontades
Mas que se unem quando o assunto se ressume...
Se ressume em AMIZADE!
momentos alucinantes
realidade ou ficção?
Conversas da meia noite
entendidas por quem?
Por quem tenha vivido?
Quem tenha amado ou assistido?
Estar completo, comigo, contigo, conosco?
Coloço, colombo, esboço!
Esboço de uma vida única
Compreendida por por poucos
vivida por loucos
dividida por muitos
Muitos pensares, desejos e vontades
Mas que se unem quando o assunto se ressume...
Se ressume em AMIZADE!
Túnel do Tempo
Hoje me encontrei com o passado
vi em seu olhar um novo presente e outro futuro
Meu passado que já não me pertence!
Criou vida e opnião, sentido e emoção
Me torturou com seu pensar
por uma fresta em seu sorriso,
o ouvi murmurar certas palavras
pra mim, poucas eram entoadas
me deixou sem rumo, sem sumo
Me perdi no meu presente
contraditório? Surreal! Marginal...
Reneguei por alguns segundos
até que entendi, num surto, num vulto
Ele apenas era parte do meu presente
por onde construi meu futuro
sem rota, sem frota sem prumo!
vi em seu olhar um novo presente e outro futuro
Meu passado que já não me pertence!
Criou vida e opnião, sentido e emoção
Me torturou com seu pensar
por uma fresta em seu sorriso,
o ouvi murmurar certas palavras
pra mim, poucas eram entoadas
me deixou sem rumo, sem sumo
Me perdi no meu presente
contraditório? Surreal! Marginal...
Reneguei por alguns segundos
até que entendi, num surto, num vulto
Ele apenas era parte do meu presente
por onde construi meu futuro
sem rota, sem frota sem prumo!
ZooCity
Eu vi o Cão
no topo de uma escada
ele estava sentado
observava, mas não rosnava
O Cão estava quieto
com as mãos estendidas
pedindo carinho, pedindo afeto
com os pés descalços e olhar amarelo
Passou por ele o Porco
com o peito estufado e um terno discreto
olhou-o de cima pra baixo
como se fosse ele um insceto
O Cão abanou-lhe o rabo e latiu
o Porco sorriu e com um tom mais que viril
olhando de lado apenas cuspiu
Sou forte! Sou rico! Sou limpo!
Não me toque, não me olhe, não me irrite!
Com o olhar fixo e coluna ereta
disse-lhe o Cão com o ar de profeta:
Sim, tenho mau cheiro e trajo roupas velhas
Não preciso de água de cheiro, colônia ou esmero
Sou puro por ser quem sou
Te adimiro e posso até te amar
Não se assuste! Não pretendo te roubar
Mas se quiseres ao meu lado, pode-se sentar!
no topo de uma escada
ele estava sentado
observava, mas não rosnava
O Cão estava quieto
com as mãos estendidas
pedindo carinho, pedindo afeto
com os pés descalços e olhar amarelo
Passou por ele o Porco
com o peito estufado e um terno discreto
olhou-o de cima pra baixo
como se fosse ele um insceto
O Cão abanou-lhe o rabo e latiu
o Porco sorriu e com um tom mais que viril
olhando de lado apenas cuspiu
Sou forte! Sou rico! Sou limpo!
Não me toque, não me olhe, não me irrite!
Com o olhar fixo e coluna ereta
disse-lhe o Cão com o ar de profeta:
Sim, tenho mau cheiro e trajo roupas velhas
Não preciso de água de cheiro, colônia ou esmero
Sou puro por ser quem sou
Te adimiro e posso até te amar
Não se assuste! Não pretendo te roubar
Mas se quiseres ao meu lado, pode-se sentar!
domingo, 23 de dezembro de 2007
Ótica do meu eu
Toda vez que me sento
e me atento ao que penso
me elevo à um contexto
sem forma ou pretexto
Vejo meu ser tornar-se lápis e papel
uma abelha tornando-se favo de mel
criador ou criatura?
ora escritor, ora escritura
me embriago com minhas idéias
fazendo do papel a mais bela janela
criando molduras para meu quadro viceral
me desprendendo da ética, estética e moral
ouço a sinfonia noturna
festivamente moribunda
sinto cada pulsar em meu peito
como uma pequena nota de um grande concerto
fecho os olhos e me vejo
acomodado, relachado, alienado
me observo, me renego, não entendo
sou eu o meu próprio desfecho?
e me atento ao que penso
me elevo à um contexto
sem forma ou pretexto
Vejo meu ser tornar-se lápis e papel
uma abelha tornando-se favo de mel
criador ou criatura?
ora escritor, ora escritura
me embriago com minhas idéias
fazendo do papel a mais bela janela
criando molduras para meu quadro viceral
me desprendendo da ética, estética e moral
ouço a sinfonia noturna
festivamente moribunda
sinto cada pulsar em meu peito
como uma pequena nota de um grande concerto
fecho os olhos e me vejo
acomodado, relachado, alienado
me observo, me renego, não entendo
sou eu o meu próprio desfecho?
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