sábado, 5 de abril de 2008

BR-116

Ao ver a grandiozidade de opções oferecidas pelo seu horizonte
me pergunto até onde poderia chegar?
Quão bela ou horrenda seria a próxima padara, o próximo lugar?
Vejo o despertar do sol inundar com fortes raios seu bolo petrolífero
coberto com a manta de pedregulhos, e amaciado pelos pneus radiais que por ali passam.
Seu fluxo parece não ter fim!
Imagino como seria extasiante dar boa noite ao luar, repletido nos pára-brisas que me ultrapassam e fazem um incrivel vai-e-vem de carros atrasados
Tento me distrair com um jogo de som e alto-falantes que me gritam:
"Hi-Hi Jhonny, Hi-Hi Alfredo"
E por consequencia, não coincidencia, me indago:
"Bye-Bye dia ou Bye-Bye emprego?"

Gente

A gente, pedacinho do mundo
Grãozinho de areia na extensão praiana
A gente, gota de chuva em pleno verão
tão fortes e frágeis diante a imensidão

A gente que pode ser uma tempestade de areia
ou uma terrivel enchente
a afogar tudo aquilo que reprime...
que reprime a gente

É a gente que faz, que muda , que luta
sob o sol, a chuva, o dia e a lua
A gente que escolhe e não desiste

Podem vir coronéis, politicos, maguinatas...
Pois é a gente que sofre, que se fode!
e a gente que se une quando quer
e é querendo que a gente muda...muda..
muda até mesmo a sorte!

terça-feira, 4 de março de 2008

Despertar...


Diante a iminência de um sonho outrora inalcançável
deturpam-se o chão e a realidade habitual
Cosmopolitas perdidos na imensidão mundana
vivendo toda ilusão pertencente ao ser racional

Ledo engano acreditar que o sonho seja apenas para sonhar
e que a realidade tenha esse ar inaceitável
Realidade: Sonho de um passado que foi alcançado
Sonho: Realidade de um futuro a ser almejado

Vos exclamo tais indagações
motivado pelo discernimento de ambas situações
Sejamos o Passado viril à acalentar novas alegrias
novas rimas, novas cifras e melodias à este sonho...
Este sonho chamado Brasil!

domingo, 2 de março de 2008

Samba Mundo!


Samba mundo...
Samba mulata, loira, cafuzo
Samba repique, pandeiro e bumbo!
Samba...

Samba Mundo...
Por um dia, uma noite, um minuto
Samba só, samba parceiro, samba conjunto
Samba a roda, samba a proza, samba viola
Samba garoto, menina e senhora
Samba...

Samba Mundo...
Samba católico, protestante, samba ateu e vagabundo
Samba no pé, no peito samba o swingue e samba enredo
o Samba é nosso, é vosso e é meu...
Samba, que também é teu!
Samba...

Samba Mundo...
Remelexe, discompassa e simula
Samba a boca, samba os olhos
Samba a pele, samba o pulso, samba a bunda!
Samba...

Samba Mundo...
Samba a alegria, samba a tristeza, samba a melodia
Samba meu pai, minha mãe, samba meu tio e minha tia
Samba eu e você, e me alegre com vida!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Santa Seita

Velhos amigos, novos irmãos
momentos alucinantes
realidade ou ficção?

Conversas da meia noite
entendidas por quem?
Por quem tenha vivido?
Quem tenha amado ou assistido?

Estar completo, comigo, contigo, conosco?
Coloço, colombo, esboço!
Esboço de uma vida única
Compreendida por por poucos
vivida por loucos
dividida por muitos

Muitos pensares, desejos e vontades
Mas que se unem quando o assunto se ressume...
Se ressume em AMIZADE!

Túnel do Tempo

Hoje me encontrei com o passado
vi em seu olhar um novo presente e outro futuro
Meu passado que já não me pertence!
Criou vida e opnião, sentido e emoção

Me torturou com seu pensar
por uma fresta em seu sorriso,
o ouvi murmurar certas palavras
pra mim, poucas eram entoadas
me deixou sem rumo, sem sumo

Me perdi no meu presente
contraditório? Surreal! Marginal...
Reneguei por alguns segundos
até que entendi, num surto, num vulto
Ele apenas era parte do meu presente
por onde construi meu futuro
sem rota, sem frota sem prumo!

ZooCity

Eu vi o Cão
no topo de uma escada
ele estava sentado
observava, mas não rosnava

O Cão estava quieto
com as mãos estendidas
pedindo carinho, pedindo afeto
com os pés descalços e olhar amarelo

Passou por ele o Porco
com o peito estufado e um terno discreto
olhou-o de cima pra baixo
como se fosse ele um insceto

O Cão abanou-lhe o rabo e latiu
o Porco sorriu e com um tom mais que viril
olhando de lado apenas cuspiu
Sou forte! Sou rico! Sou limpo!
Não me toque, não me olhe, não me irrite!

Com o olhar fixo e coluna ereta
disse-lhe o Cão com o ar de profeta:
Sim, tenho mau cheiro e trajo roupas velhas
Não preciso de água de cheiro, colônia ou esmero

Sou puro por ser quem sou
Te adimiro e posso até te amar
Não se assuste! Não pretendo te roubar
Mas se quiseres ao meu lado, pode-se sentar!