Luzes no cabelo para
acender o pensamento oco
Para o cavaleiro pós-moderno
Cavalo de aço!
Com o vigor de um herói
desbrava a selva de pedras
em busca de sua princesa
que exitadamente o aguarda
com a coroa nas mãos
Montados e coroados
sobre o alazão motorizado
partem em busca de aventuras
sem muito diálogo, pois,
o reinado bloqueia as palavras
E assim seguem
até a próxima parada, onde,
a princesa descobre-se apaixonada
por um cavalo, mas, de outra marca!
sexta-feira, 20 de junho de 2008
sábado, 14 de junho de 2008
Acto-Fátuo
Fecharam-se as cortinas
nenhum aplauso foi iniciado
Grã-Finale antecedendo a sequência vã
Humano-fobia robótica
fomentando a encenação real
do Cristian-paganismo
Inquisidores hi-tech
sedentos por limpar com sangue
o DNA derramado
sedimentares rochas históricas
transfigurando-se em areia
pela corrente do tempo
Paz, riacho mundano de margens avermelhadas
entope-se freneticamente pelas lágrimas
que feito pedras, rolam dos olhos
que presenciam esse Acto-Fátuo.
nenhum aplauso foi iniciado
Grã-Finale antecedendo a sequência vã
Humano-fobia robótica
fomentando a encenação real
do Cristian-paganismo
Inquisidores hi-tech
sedentos por limpar com sangue
o DNA derramado
sedimentares rochas históricas
transfigurando-se em areia
pela corrente do tempo
Paz, riacho mundano de margens avermelhadas
entope-se freneticamente pelas lágrimas
que feito pedras, rolam dos olhos
que presenciam esse Acto-Fátuo.
Do fálico desejo
Escondo com sorrisos e frases pré moldadas
meu desejo de torná-la, para os meus, morada
Falo consumindo minha sanidade
querendo ser o motivo de sua vaidade
Conservando conceitos racionais
enjaulo a fera habitante de mim
que feito cobra, prestes à se alimentar,
prepara-se para o ballet e o bote
ao ver a escultura que carrega tua alma
E bailando ao som de gracejos
fotografo os detalhes à serem provados
inspiro-me à ser beija-flor, que,
da flor que carregas junto ao caminhar
o néctar quer provar
Lancinantes comparações de beleza
turbilham minha mente toda vez
que sobre ti, repouso meu olhar
mas, tornar-se-ião reais
se em minha cama fosse sonhar?
meu desejo de torná-la, para os meus, morada
Falo consumindo minha sanidade
querendo ser o motivo de sua vaidade
Conservando conceitos racionais
enjaulo a fera habitante de mim
que feito cobra, prestes à se alimentar,
prepara-se para o ballet e o bote
ao ver a escultura que carrega tua alma
E bailando ao som de gracejos
fotografo os detalhes à serem provados
inspiro-me à ser beija-flor, que,
da flor que carregas junto ao caminhar
o néctar quer provar
Lancinantes comparações de beleza
turbilham minha mente toda vez
que sobre ti, repouso meu olhar
mas, tornar-se-ião reais
se em minha cama fosse sonhar?
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Espelho quebrado
Sol à pino
Saliva na boca
brilho nos olhos
sorriso na face
o prato está cheio
Manhã nascente
na boca só dentes
no peito um calafrio
dos olhos o brilho sumiu
o estômago está vazio
De um lado família
sorrisos, beleza, alegria
de outro solidão
lágrimas e crença
Pra um o asfalto é raia
por onde demonstra sua carruagem
pro outro o asfalto é cama
tobogã de cacos
por onde escorre sua vida
Imagem e semelhança
adubo pra mente insana
que teima em crer
que ambos são tratados como gente
e tem a mesma esperança...
Saliva na boca
brilho nos olhos
sorriso na face
o prato está cheio
Manhã nascente
na boca só dentes
no peito um calafrio
dos olhos o brilho sumiu
o estômago está vazio
De um lado família
sorrisos, beleza, alegria
de outro solidão
lágrimas e crença
Pra um o asfalto é raia
por onde demonstra sua carruagem
pro outro o asfalto é cama
tobogã de cacos
por onde escorre sua vida
Imagem e semelhança
adubo pra mente insana
que teima em crer
que ambos são tratados como gente
e tem a mesma esperança...
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Surfando versos e ondas sonoras
Completa meus ouvidos carimbando meu passa-porte
para a viagem que está surgindo, e é
onde torno-me passageiro da minha lancinante mente
Como fosse o ar que se inspira antes do mergulho
convida-me a submergir no seu mar de som
Inebriam-me as imagens que observo de olhos fechados
e são formadas pelo pincelar de suas notas e frases
E quando de onda em onda deixa-me em terra firme
como se não quissese mais minha presença
apenas reforça meu desejo e necessidade
de ver outro dia nascer, e preparar-me
para uma próxima viagem
onde perderia novamente os sentidos
e atentaria-me apenas à tua musicalidade...
para a viagem que está surgindo, e é
onde torno-me passageiro da minha lancinante mente
Como fosse o ar que se inspira antes do mergulho
convida-me a submergir no seu mar de som
Inebriam-me as imagens que observo de olhos fechados
e são formadas pelo pincelar de suas notas e frases
E quando de onda em onda deixa-me em terra firme
como se não quissese mais minha presença
apenas reforça meu desejo e necessidade
de ver outro dia nascer, e preparar-me
para uma próxima viagem
onde perderia novamente os sentidos
e atentaria-me apenas à tua musicalidade...
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Fragmentos da MPB
Caminhando e cantando e seguindo a canção
somos todos iguais, tão desiguais
uns mais iguais que os outros
Náu à deriva, no asfalto ou em alto mar
com tantos caminhos na vida
e pouquíssima esperança no ar
Somos Kamikazes latino-americanos
incapazes de ir à luta
que também sabem se lamentar!
Sei, não é nossa culpa,
nascemos já com a benção
nesse país onde a bola só é dividida
com que é jogador
No video idiotice intergalática
no lixo dos quintais, na mesa do café
no amor dos carnavais, na mão e no pé
dentro do carro sobre o trevo
a violencia travestida faz seu trottoir
não cantamos vitória muito cedo
nem levamos flores à cova do inimigo
sentado no trono de um apartamento
com a boca escancarada, esperando a morte chegar
acendo uma vela pra Freud-Flinstone
pois nossa esperança de jovens não aconteceu
E em dúvida de como diria Dylan
ou o comentário à respeito de John
tive a Paranóia de ser Egoísta
e pra não dizer que não falei das flores
Lembro que não to aqui querendo
provar nada, nem tenho nada pra provar também
mesmo sentado na praça dando milho aos pombos
e repensando se quem nasce Zé não morre Jhonny
tive um sonho de sonhador, e maluco que sou sonhei!
tive medo quando acordei, mas tudo faz sentido
agora que tudo acabou
então avise o navegador e o moço do disco voador
que uma nova mudança, em breve vai acontecer!
somos todos iguais, tão desiguais
uns mais iguais que os outros
Náu à deriva, no asfalto ou em alto mar
com tantos caminhos na vida
e pouquíssima esperança no ar
Somos Kamikazes latino-americanos
incapazes de ir à luta
que também sabem se lamentar!
Sei, não é nossa culpa,
nascemos já com a benção
nesse país onde a bola só é dividida
com que é jogador
No video idiotice intergalática
no lixo dos quintais, na mesa do café
no amor dos carnavais, na mão e no pé
dentro do carro sobre o trevo
a violencia travestida faz seu trottoir
não cantamos vitória muito cedo
nem levamos flores à cova do inimigo
sentado no trono de um apartamento
com a boca escancarada, esperando a morte chegar
acendo uma vela pra Freud-Flinstone
pois nossa esperança de jovens não aconteceu
E em dúvida de como diria Dylan
ou o comentário à respeito de John
tive a Paranóia de ser Egoísta
e pra não dizer que não falei das flores
Lembro que não to aqui querendo
provar nada, nem tenho nada pra provar também
mesmo sentado na praça dando milho aos pombos
e repensando se quem nasce Zé não morre Jhonny
tive um sonho de sonhador, e maluco que sou sonhei!
tive medo quando acordei, mas tudo faz sentido
agora que tudo acabou
então avise o navegador e o moço do disco voador
que uma nova mudança, em breve vai acontecer!
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Nasce em mim um poeta
Fez-se mar as pequenas
gotas de orvalho do meu pensar
como um naufrago deixei sua corrente,
não sei pra onde, me levar
Me-fiz preza da minha própria
teia de pensamentos
alegres, tristes, atentos...
Masturbei minha agônia
esquecendo de que em mim
ainda havia vida
Sem qualquer subterfúgio
pra minha fuga interna
ousei perpetuar meu
próprio e mental abuso
Caminhei por longínquas léguas
à espera de uma solução,
à procura da luz
onde pra mim, só havia escuridão
Embora algumas respostas
tenha adiquirido
não cabe a mim deixa-las aqui,
neste texto tão espremido
Cabe a mim, apenas
deixar em proza e rima
as tormentas pelas quais passei
e novamente abraçar a vida...
gotas de orvalho do meu pensar
como um naufrago deixei sua corrente,
não sei pra onde, me levar
Me-fiz preza da minha própria
teia de pensamentos
alegres, tristes, atentos...
Masturbei minha agônia
esquecendo de que em mim
ainda havia vida
Sem qualquer subterfúgio
pra minha fuga interna
ousei perpetuar meu
próprio e mental abuso
Caminhei por longínquas léguas
à espera de uma solução,
à procura da luz
onde pra mim, só havia escuridão
Embora algumas respostas
tenha adiquirido
não cabe a mim deixa-las aqui,
neste texto tão espremido
Cabe a mim, apenas
deixar em proza e rima
as tormentas pelas quais passei
e novamente abraçar a vida...
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