quarta-feira, 20 de abril de 2011

?

Engraçado,
É como a vida
Tomada de acentos
Torna-se uma incerteza cruel
Sabe-se que existe
Mas nunca se sabe o que é...

sábado, 2 de abril de 2011

Voz a merce, vos merce, voce, voz, oce....

Nas minhas palavras existem vozes que sempre fazem som
existe srriso de menino joão
existe flores de flora em primeira estação
existe amores de aline logo ali né...
existe maternidade de monica até em munique
existe ditos de dona dita, benetida
existe amigo.fagundes.daniel
existe grabriel pensador e menestrel
existe frutas, existe coroços semente
existe antonios, antonimos, consoantes
existe lua e ana
existe luana
existe sagacidade morgana
existe lu e cas existem culhas cunhas existe lucas
existe joia rara, esmeralda, rubi jade
existe primo, prima, nove, dez, nova odessa
existe dona lu, dona lourdes
existe clave de fá, fada, fadada fabíola
existe ca, ali, boa ou ma camila
existe loko, loke strofe
existe ta, tarvez ou Tar
existe irmão, pedro, luan e som
existe tái, ta la tainan
existe comida, quente ou fria luzia
existe medo, emprego, rotina
existe sonho, tristeza, alegria
existe menina clarice super heroina
existe raul que venero
existe de deus que renego
existe adriana que pela vida ciranda
existe cozinha sozinha dona bina
existe aue ile aie caue
existe sarau, sara? to mal...
existe perdição, soluço solução
existe praia prainha verão
existe, pura só solidão
existe uva iva eva caminho de irmão
existe abraço sorriso coração
existe tom, notas violão
existe fogo fim de semana feijão
existe tão certo
existe passado a dizer presente
existe noite e sol nascente
existe sem gramatica sem rumores
existe existe vida, ciranda
existe gente....

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Dezembro

Depois da tormenta me surge a calmaria
Ainda úmido pelo diluvio de tempos atrás
Sinto borbulhar o calor do sol em minha alma

De tempestade em tempestade
Já não me assusto com tantos raios
Deixo de lado guarda-chuva e morais pobres
Pra poder ser criança pulando de poça em poça

Assim me arrisco em mais um mergulho
Em mais uma dúvida em mais uma dádiva
Em mais um risco em mais um rito

Reinventando Março com sabor de Dezembro
Brinco de ser gota, de ser vento
E talvez encontre a felicidade
Revendo e vivendo minha vida no caleidoscópio do tempo...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Rito

Ainda lembro do cheiro
que me marcou aquele seu olhar primeiro
Impregnando em mim o gosto do nosso abraço

De corpo arqueado e fadado pelas veredas do tempo
precipitei o abismo de um amor prematuro
E em queda vertiginosa me revi profundo
esguio e de caloroso sorriso
Sem versejar romances que a vida leva
deixei tal felicidade rimar feições

Lembrando de um passado recente
sonhei futuros de alvoradas incandescentes
Sem querer ser poeta ou poema
sem querer ser dito ou dilema

Liberdade!

Na vida, não há mais segredos
Não há mais ansceios
Em teus quintais ei de cirandar alegrias

Então que venha o tempo
com seus traiçoeiros acasos
pois eu estarei aqui
emoldurando você em minhas retinas

Vestido do seu bom dia
serei ponte segura
para os nossos que estão por vir....

domingo, 23 de maio de 2010

... ?

imagine o prazer em tornar arte os pecados da vida real
imagine o prazer em tornar musica os prazeres da vida real
imagine o prazer em tornar arte os perigos da vida real
imagine o prazer em tornar poemas os pecados da vida real
imagine o prazer imaginando pecados pra vive-los na vida real

De Cadência

Talvez porque tanto fui o chato
que a perturbava com o amor que pra ti não existia
que hoje te observo como quem vê os operários de Tarsila
Não há mais identificação além do silencio de quem não se conhece

Depois de tanto passar apressado pelo tempo
pelas periferias do ser feliz
decidi me ver interior

Depois de tanto viver perdendo o fôlego
resolvi respirar...

Cair no samba e cantar....

Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim

terça-feira, 30 de março de 2010

Velharia em boca adolescente

Sabe aquele sonho antigo?
De calça jeans anos 80?
É, aquele de felicidade simples
de violão nas costas e sorriso maroto
Sim, esse mesmo
Lembra?
Dos fogões
Das mochilas de acampamento
Esse mesmo
Legionário urbano
Engenheiro Havaiano
É meu amigo
Aquele das promessas de muro do quintal
Dos versos do banco da Combi
Lembra aquele de All Star surrado
Camisa de banda cinza, manja?
Pois é meu velho
Ele está de volta
Apareceu em 2010
Sem temer seus 20 e poucos anos
Adulto sem perceber
E adolescente por querer
De bigodinho de pó de café
De passos lentos
Cabeça anuviada
Cumprindo a promessa de pra sempre amigos
Sendo a alegria dos dias de mar
É, mandou abraços
Disse que já é tempo de criar
Pediu pra afinar a viola
Separar folha e papel
Pois felicidade antiga
Deve ser lembrada e também vivida.
Ah! mandou avisar que
Belchior errou
Pois nossa esperança de jovens
ainda há de acontecer...