são aqueles versos guardados na garganta
a fome ante o prato vazio
a sinceridade da ilusão
o calafrio no estômago e o calor nos lábios
a loucura apaixonante
é afogar-se em cada suspiro
é saudade do que nunca existiu
é o desejo da carne
é imaginar como seria...
Amor proibido
é sorvete em banho-maria
é namorar a solidão
mergulhar em destilados
deitar em nuvens quando se vê o sorriso amado
é sentir a eternidade em cada minuto de silêncio
é ter vontade de arrancar o coração do peito à unhadas
é desejo de gritar, abraçar, chorar...
Amor proibido
é a dor gostosa de deixar doer
mas que quase mata
quando a razão nos proíbe de viver,
à dois...
terça-feira, 18 de agosto de 2009
sábado, 25 de julho de 2009
Um caldo servido à dois.
Quando o peito em chamas clama pela voz
palavras viram brasa, salpicadas de saliva
Dizer em versos, talvez o excesso
Aquecer os ouvidos
Desenhar com carvão o céu de cada boca
mar de estrelas borbulhando pensamentos, desejos
Então a língua quer ser caneta
pra passear no papel que é tua pele
pura e delicada
versejando prosa e possibilidade
na poesia do seu corpo e alma
Assim é ela, caneta, língua, bailarina
sonhando em deslizar no ardor de seus suspiros
cheios de dengo, de dendê
Me inspira o sabor do teu perfume
e na tua fumaça, delicio fantasias
que evaporam em meu olhar
lubrificando as janelas do meu mundo
Seu sorriso é fogo, incêndio, fogarél
fervendo meu coração, esse caldeirão de sentimentos
que parece estar sempre vazio
pois falta seu tempero, meu recheio de você
que almejo aconchegar na concha do meu abraço
e assim terminar essa receita rimada
pra matar minha fome de ter
com esse caldo de nós dois.
palavras viram brasa, salpicadas de saliva
Dizer em versos, talvez o excesso
Aquecer os ouvidos
Desenhar com carvão o céu de cada boca
mar de estrelas borbulhando pensamentos, desejos
Então a língua quer ser caneta
pra passear no papel que é tua pele
pura e delicada
versejando prosa e possibilidade
na poesia do seu corpo e alma
Assim é ela, caneta, língua, bailarina
sonhando em deslizar no ardor de seus suspiros
cheios de dengo, de dendê
Me inspira o sabor do teu perfume
e na tua fumaça, delicio fantasias
que evaporam em meu olhar
lubrificando as janelas do meu mundo
Seu sorriso é fogo, incêndio, fogarél
fervendo meu coração, esse caldeirão de sentimentos
que parece estar sempre vazio
pois falta seu tempero, meu recheio de você
que almejo aconchegar na concha do meu abraço
e assim terminar essa receita rimada
pra matar minha fome de ter
com esse caldo de nós dois.
domingo, 5 de julho de 2009
Noturna
Lá vem a Negra
cirandando sobre o dia
com seu manto a cobrir o sol
Lá vem a Negra
cantalorando em silêncio
sua essência lunar
Lá vem a Negra
estrelada e abençoada
jovem milenar
Lá vem a Negra
Mãe de todos os sonhos
sapiente e sublime
Cuida-nos Negra,
enquanto dormimos
sob tua segurança
Que teu gingado,
jamais revele o segredo
de sua existência
Cegue quem não te respeitar
atormente quem ousar
destruir sua plenitude
Ah... Negra!
que tua beleza ostente-se
pelo o infinito
Que teus filhos
aprendam a se benzer
com tua chegada
Que teus lençóis Negra,
sejam sempre respeitados
e dignos de louvor
Que todo ser
saiba que te deve a vida
e à honre por isso
Negra,
jamais deixe que qualquer homem
te ofusque com um brilho artificial
E saiba
que quando nascer o sol
seus filhos ainda sonharão com você
Pois sua força Negra
move o ontem, o hoje
e eternamente o amanhã.
cirandando sobre o dia
com seu manto a cobrir o sol
Lá vem a Negra
cantalorando em silêncio
sua essência lunar
Lá vem a Negra
estrelada e abençoada
jovem milenar
Lá vem a Negra
Mãe de todos os sonhos
sapiente e sublime
Cuida-nos Negra,
enquanto dormimos
sob tua segurança
Que teu gingado,
jamais revele o segredo
de sua existência
Cegue quem não te respeitar
atormente quem ousar
destruir sua plenitude
Ah... Negra!
que tua beleza ostente-se
pelo o infinito
Que teus filhos
aprendam a se benzer
com tua chegada
Que teus lençóis Negra,
sejam sempre respeitados
e dignos de louvor
Que todo ser
saiba que te deve a vida
e à honre por isso
Negra,
jamais deixe que qualquer homem
te ofusque com um brilho artificial
E saiba
que quando nascer o sol
seus filhos ainda sonharão com você
Pois sua força Negra
move o ontem, o hoje
e eternamente o amanhã.
domingo, 14 de junho de 2009
Das mortes que vivi...
Não resta muito
além do pesadelo que o sonho antecedeu.
Todos os planos mudados,
os desencontros calados.
Sozinho,
como o último homem da terra
que namora a lua tentando dormir
e acorda vendo-se como sol
queimando em fúria e solidão.
Vidas passadas em apenas uma
um enterro a cada mudança
o que fui, o que precisei ser
o que queria, e o que jamais consegui.
Ainda aterrorizado pelo escurecer dos sorrisos
que brilhavam a cada dia em minha mente.
Lembrança dos que amei
perdendo-se nos velorios que os ofertei,
sem saber que cavava minha própria sepultura.
Onde está aquela vida que planejávamos?
Aquele adulto que tanto quis ser um dia?
Onde está o futuro 2000?
Pra onde foi o adulto sonhador e o velho brincalhão?
Cada frase pensada enquanto o feijão borbulhava na lenha?
Onde estão?
As respostas para as dúvidas! Quais eram mesmo?
O mundo sem fronteiras?
Me diz, cadê o pai que você ousou sonhar em ser?
O amigo pra vida toda?
O fã de Raul, Metallica, Gessinger?
Lembro da sua baixa estatura e bochechas gordas...
Mas não as vejo mais,
depois que as enterrei junto com quem fui
Mortas, como você, em seu estado de coma...
Calado, confuso, calmamente perdido...
Onde está meu velho,
aquele garoto?
Nascente de vida simples e empolgante
que fluía feito rio para os mares que são os outros corações?
Aquele eu que me completava,
e dizia que ainda havia muito pra se viver?
Mas que agora,
não passa de um fantasma que vejo
toda vez que te olho no espelho...
além do pesadelo que o sonho antecedeu.
Todos os planos mudados,
os desencontros calados.
Sozinho,
como o último homem da terra
que namora a lua tentando dormir
e acorda vendo-se como sol
queimando em fúria e solidão.
Vidas passadas em apenas uma
um enterro a cada mudança
o que fui, o que precisei ser
o que queria, e o que jamais consegui.
Ainda aterrorizado pelo escurecer dos sorrisos
que brilhavam a cada dia em minha mente.
Lembrança dos que amei
perdendo-se nos velorios que os ofertei,
sem saber que cavava minha própria sepultura.
Onde está aquela vida que planejávamos?
Aquele adulto que tanto quis ser um dia?
Onde está o futuro 2000?
Pra onde foi o adulto sonhador e o velho brincalhão?
Cada frase pensada enquanto o feijão borbulhava na lenha?
Onde estão?
As respostas para as dúvidas! Quais eram mesmo?
O mundo sem fronteiras?
Me diz, cadê o pai que você ousou sonhar em ser?
O amigo pra vida toda?
O fã de Raul, Metallica, Gessinger?
Lembro da sua baixa estatura e bochechas gordas...
Mas não as vejo mais,
depois que as enterrei junto com quem fui
Mortas, como você, em seu estado de coma...
Calado, confuso, calmamente perdido...
Onde está meu velho,
aquele garoto?
Nascente de vida simples e empolgante
que fluía feito rio para os mares que são os outros corações?
Aquele eu que me completava,
e dizia que ainda havia muito pra se viver?
Mas que agora,
não passa de um fantasma que vejo
toda vez que te olho no espelho...
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Cadente
Venha mar
na areia me encantar
esse teu canto manso
de onda em onda me faz sonhar
onde o céu encontra as águas
vejo as estrelas bailar
Uma, mais revolta
à terra quer se jogar
parte em despedida
com meu sorriso a carregar
Inerte, na noite fria
imagino como seria
se essa cadente menina,
minha vida,
pudesse guiar
ao infinito, além mais
onde razão alguma
ousaria nos parar...
na areia me encantar
esse teu canto manso
de onda em onda me faz sonhar
onde o céu encontra as águas
vejo as estrelas bailar
Uma, mais revolta
à terra quer se jogar
parte em despedida
com meu sorriso a carregar
Inerte, na noite fria
imagino como seria
se essa cadente menina,
minha vida,
pudesse guiar
ao infinito, além mais
onde razão alguma
ousaria nos parar...
domingo, 12 de abril de 2009
Dana
Emaranhado de versos e guerrilhas
o poeta, a poetiza
o guerreiro, a bailarina
o musico, a batalhadora
Lançam ao vento suas rimas
seus olhares, seus amores e dores
Ele daqui ela de lá
ela é a pena e ele o tinteiro
pintam sorrisos
sonham acordes
A geografia os divide
eu apenas assisto
A menina deslocada
O rapaz vislumbrado
a noite é longa
sem morada ela não o quer incomodar
já já o dia chega, ele cedo irá acordar
ela se preocupa
pede abrigo
enquanto isso ele e eu apenas concluímos:
É amigo!
Mal sabe ela que a manhã que chega depois de uma noite em claro
pode ser mais cândida do que o alvo luar....
o poeta, a poetiza
o guerreiro, a bailarina
o musico, a batalhadora
Lançam ao vento suas rimas
seus olhares, seus amores e dores
Ele daqui ela de lá
ela é a pena e ele o tinteiro
pintam sorrisos
sonham acordes
A geografia os divide
eu apenas assisto
A menina deslocada
O rapaz vislumbrado
a noite é longa
sem morada ela não o quer incomodar
já já o dia chega, ele cedo irá acordar
ela se preocupa
pede abrigo
enquanto isso ele e eu apenas concluímos:
É amigo!
Mal sabe ela que a manhã que chega depois de uma noite em claro
pode ser mais cândida do que o alvo luar....
segunda-feira, 30 de março de 2009
E se...
E se essa manhã nunca chegasse
se essa noite reinasse a eternidade
se fosse eterno nosso abraço
ainda a amaria?
E se os carros fossem astros,
as estrelas perderiam o brilho?
Se todo barro fosse ouro
se toda riqueza fosse abstrata
se essa fé fosse talhada
se o sol apagasse seu fogo
se eu soubesse o tende a vir
me arriscaria tanto?
Se meu grito estourasse em meio ao silêncio
quem me ouviria?
se a vida fosse breve feito o dia
se minhas duvidas duvidassem de mim
se você não me quiser
o que irei fazer?
E se... E se... E se...
E se não terminar esse poema
e se termina-lo, terei obtido alguma resposta?
se essa noite reinasse a eternidade
se fosse eterno nosso abraço
ainda a amaria?
E se os carros fossem astros,
as estrelas perderiam o brilho?
Se todo barro fosse ouro
se toda riqueza fosse abstrata
se essa fé fosse talhada
se o sol apagasse seu fogo
se eu soubesse o tende a vir
me arriscaria tanto?
Se meu grito estourasse em meio ao silêncio
quem me ouviria?
se a vida fosse breve feito o dia
se minhas duvidas duvidassem de mim
se você não me quiser
o que irei fazer?
E se... E se... E se...
E se não terminar esse poema
e se termina-lo, terei obtido alguma resposta?
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