Lá vem a Negra
cirandando sobre o dia
com seu manto a cobrir o sol
Lá vem a Negra
cantalorando em silêncio
sua essência lunar
Lá vem a Negra
estrelada e abençoada
jovem milenar
Lá vem a Negra
Mãe de todos os sonhos
sapiente e sublime
Cuida-nos Negra,
enquanto dormimos
sob tua segurança
Que teu gingado,
jamais revele o segredo
de sua existência
Cegue quem não te respeitar
atormente quem ousar
destruir sua plenitude
Ah... Negra!
que tua beleza ostente-se
pelo o infinito
Que teus filhos
aprendam a se benzer
com tua chegada
Que teus lençóis Negra,
sejam sempre respeitados
e dignos de louvor
Que todo ser
saiba que te deve a vida
e à honre por isso
Negra,
jamais deixe que qualquer homem
te ofusque com um brilho artificial
E saiba
que quando nascer o sol
seus filhos ainda sonharão com você
Pois sua força Negra
move o ontem, o hoje
e eternamente o amanhã.
domingo, 5 de julho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
Das mortes que vivi...
Não resta muito
além do pesadelo que o sonho antecedeu.
Todos os planos mudados,
os desencontros calados.
Sozinho,
como o último homem da terra
que namora a lua tentando dormir
e acorda vendo-se como sol
queimando em fúria e solidão.
Vidas passadas em apenas uma
um enterro a cada mudança
o que fui, o que precisei ser
o que queria, e o que jamais consegui.
Ainda aterrorizado pelo escurecer dos sorrisos
que brilhavam a cada dia em minha mente.
Lembrança dos que amei
perdendo-se nos velorios que os ofertei,
sem saber que cavava minha própria sepultura.
Onde está aquela vida que planejávamos?
Aquele adulto que tanto quis ser um dia?
Onde está o futuro 2000?
Pra onde foi o adulto sonhador e o velho brincalhão?
Cada frase pensada enquanto o feijão borbulhava na lenha?
Onde estão?
As respostas para as dúvidas! Quais eram mesmo?
O mundo sem fronteiras?
Me diz, cadê o pai que você ousou sonhar em ser?
O amigo pra vida toda?
O fã de Raul, Metallica, Gessinger?
Lembro da sua baixa estatura e bochechas gordas...
Mas não as vejo mais,
depois que as enterrei junto com quem fui
Mortas, como você, em seu estado de coma...
Calado, confuso, calmamente perdido...
Onde está meu velho,
aquele garoto?
Nascente de vida simples e empolgante
que fluía feito rio para os mares que são os outros corações?
Aquele eu que me completava,
e dizia que ainda havia muito pra se viver?
Mas que agora,
não passa de um fantasma que vejo
toda vez que te olho no espelho...
além do pesadelo que o sonho antecedeu.
Todos os planos mudados,
os desencontros calados.
Sozinho,
como o último homem da terra
que namora a lua tentando dormir
e acorda vendo-se como sol
queimando em fúria e solidão.
Vidas passadas em apenas uma
um enterro a cada mudança
o que fui, o que precisei ser
o que queria, e o que jamais consegui.
Ainda aterrorizado pelo escurecer dos sorrisos
que brilhavam a cada dia em minha mente.
Lembrança dos que amei
perdendo-se nos velorios que os ofertei,
sem saber que cavava minha própria sepultura.
Onde está aquela vida que planejávamos?
Aquele adulto que tanto quis ser um dia?
Onde está o futuro 2000?
Pra onde foi o adulto sonhador e o velho brincalhão?
Cada frase pensada enquanto o feijão borbulhava na lenha?
Onde estão?
As respostas para as dúvidas! Quais eram mesmo?
O mundo sem fronteiras?
Me diz, cadê o pai que você ousou sonhar em ser?
O amigo pra vida toda?
O fã de Raul, Metallica, Gessinger?
Lembro da sua baixa estatura e bochechas gordas...
Mas não as vejo mais,
depois que as enterrei junto com quem fui
Mortas, como você, em seu estado de coma...
Calado, confuso, calmamente perdido...
Onde está meu velho,
aquele garoto?
Nascente de vida simples e empolgante
que fluía feito rio para os mares que são os outros corações?
Aquele eu que me completava,
e dizia que ainda havia muito pra se viver?
Mas que agora,
não passa de um fantasma que vejo
toda vez que te olho no espelho...
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Cadente
Venha mar
na areia me encantar
esse teu canto manso
de onda em onda me faz sonhar
onde o céu encontra as águas
vejo as estrelas bailar
Uma, mais revolta
à terra quer se jogar
parte em despedida
com meu sorriso a carregar
Inerte, na noite fria
imagino como seria
se essa cadente menina,
minha vida,
pudesse guiar
ao infinito, além mais
onde razão alguma
ousaria nos parar...
na areia me encantar
esse teu canto manso
de onda em onda me faz sonhar
onde o céu encontra as águas
vejo as estrelas bailar
Uma, mais revolta
à terra quer se jogar
parte em despedida
com meu sorriso a carregar
Inerte, na noite fria
imagino como seria
se essa cadente menina,
minha vida,
pudesse guiar
ao infinito, além mais
onde razão alguma
ousaria nos parar...
domingo, 12 de abril de 2009
Dana
Emaranhado de versos e guerrilhas
o poeta, a poetiza
o guerreiro, a bailarina
o musico, a batalhadora
Lançam ao vento suas rimas
seus olhares, seus amores e dores
Ele daqui ela de lá
ela é a pena e ele o tinteiro
pintam sorrisos
sonham acordes
A geografia os divide
eu apenas assisto
A menina deslocada
O rapaz vislumbrado
a noite é longa
sem morada ela não o quer incomodar
já já o dia chega, ele cedo irá acordar
ela se preocupa
pede abrigo
enquanto isso ele e eu apenas concluímos:
É amigo!
Mal sabe ela que a manhã que chega depois de uma noite em claro
pode ser mais cândida do que o alvo luar....
o poeta, a poetiza
o guerreiro, a bailarina
o musico, a batalhadora
Lançam ao vento suas rimas
seus olhares, seus amores e dores
Ele daqui ela de lá
ela é a pena e ele o tinteiro
pintam sorrisos
sonham acordes
A geografia os divide
eu apenas assisto
A menina deslocada
O rapaz vislumbrado
a noite é longa
sem morada ela não o quer incomodar
já já o dia chega, ele cedo irá acordar
ela se preocupa
pede abrigo
enquanto isso ele e eu apenas concluímos:
É amigo!
Mal sabe ela que a manhã que chega depois de uma noite em claro
pode ser mais cândida do que o alvo luar....
segunda-feira, 30 de março de 2009
E se...
E se essa manhã nunca chegasse
se essa noite reinasse a eternidade
se fosse eterno nosso abraço
ainda a amaria?
E se os carros fossem astros,
as estrelas perderiam o brilho?
Se todo barro fosse ouro
se toda riqueza fosse abstrata
se essa fé fosse talhada
se o sol apagasse seu fogo
se eu soubesse o tende a vir
me arriscaria tanto?
Se meu grito estourasse em meio ao silêncio
quem me ouviria?
se a vida fosse breve feito o dia
se minhas duvidas duvidassem de mim
se você não me quiser
o que irei fazer?
E se... E se... E se...
E se não terminar esse poema
e se termina-lo, terei obtido alguma resposta?
se essa noite reinasse a eternidade
se fosse eterno nosso abraço
ainda a amaria?
E se os carros fossem astros,
as estrelas perderiam o brilho?
Se todo barro fosse ouro
se toda riqueza fosse abstrata
se essa fé fosse talhada
se o sol apagasse seu fogo
se eu soubesse o tende a vir
me arriscaria tanto?
Se meu grito estourasse em meio ao silêncio
quem me ouviria?
se a vida fosse breve feito o dia
se minhas duvidas duvidassem de mim
se você não me quiser
o que irei fazer?
E se... E se... E se...
E se não terminar esse poema
e se termina-lo, terei obtido alguma resposta?
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Mensageira...
Mensageira das emoções
a ponte entre nós se solidifica
duas ilhas, o mesmo ar, o mesmo mar
distantes, apenas os corpos.
Um dia de sol
uma manhã anil
um lindo dia
ela me dizendo pra vive-lo
sua vontade de estar longe do capital
de se encontrar com a vida, com ela, comigo
responde ao meu desejo de encontrar-me nela
diante Iemanja longe desse corriqueiro vazio.
Somos ilhas pisadas por alguns
somos verdades na boca de todos
somos desbravadores
prontos pra nos conhecermos
num abraço caudaloso
seremos o incerto
o primeiro e o terceiro
a estabilidade
a agonia gritada na boca adolescente
a sabedoria de quem já viveu aventuras mil
seremos a história na geografia dos nossos corações
e na eternidade das ocasiões
um breve raiar de luz afundado na memória do existir.
a ponte entre nós se solidifica
duas ilhas, o mesmo ar, o mesmo mar
distantes, apenas os corpos.
Um dia de sol
uma manhã anil
um lindo dia
ela me dizendo pra vive-lo
sua vontade de estar longe do capital
de se encontrar com a vida, com ela, comigo
responde ao meu desejo de encontrar-me nela
diante Iemanja longe desse corriqueiro vazio.
Somos ilhas pisadas por alguns
somos verdades na boca de todos
somos desbravadores
prontos pra nos conhecermos
num abraço caudaloso
seremos o incerto
o primeiro e o terceiro
a estabilidade
a agonia gritada na boca adolescente
a sabedoria de quem já viveu aventuras mil
seremos a história na geografia dos nossos corações
e na eternidade das ocasiões
um breve raiar de luz afundado na memória do existir.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Terreno...
Com o cuidado de quem pisa em ovos sigo meu caminho
mar em fúria é meu pensamento
na tempestade ácida que não molha minha carne
sou o sol evaporando a água por amor
Terra de ninguém é esse lugar onde vivo
me escondo, me acalmo...
A partir de ontem
sem abaixar a cabeça, olhando nos olhos
sentindo o bafo daqueles que se dizem verdadeiros
enxergo a veracidade da mentira que há em qualquer líder
só quem conhece o cheiro de terra molhada sobre o asfalto
sabe reconhecer-te mundano e livre.
Enquanto a ira caudalosa me sorria
me dei à terra que sempre foi minha e por muito negada
veredar o solo do conhecimento é minha alforria
tocando meu eu fazendo folia
vou pra guerra sendo verdadeiro
dançando ciranda por fim serei criança.
Aos que se sentem superiores
aos que me negaram direitos e amores
aos que demarcaram seu imaginário território
esses sim, sentirão o arder do caos imposto à mim
quando feito curisco alumiando a fumaça cinza
negarei aos céus voltando pro chão
sem me alienar ou cercar minha razão
e mesmo após meu fim falharão quando tentarem
me separar do lugar onde vivi
pois sou parte dessa terra como ela é parte de mim!
mar em fúria é meu pensamento
na tempestade ácida que não molha minha carne
sou o sol evaporando a água por amor
Terra de ninguém é esse lugar onde vivo
me escondo, me acalmo...
A partir de ontem
sem abaixar a cabeça, olhando nos olhos
sentindo o bafo daqueles que se dizem verdadeiros
enxergo a veracidade da mentira que há em qualquer líder
só quem conhece o cheiro de terra molhada sobre o asfalto
sabe reconhecer-te mundano e livre.
Enquanto a ira caudalosa me sorria
me dei à terra que sempre foi minha e por muito negada
veredar o solo do conhecimento é minha alforria
tocando meu eu fazendo folia
vou pra guerra sendo verdadeiro
dançando ciranda por fim serei criança.
Aos que se sentem superiores
aos que me negaram direitos e amores
aos que demarcaram seu imaginário território
esses sim, sentirão o arder do caos imposto à mim
quando feito curisco alumiando a fumaça cinza
negarei aos céus voltando pro chão
sem me alienar ou cercar minha razão
e mesmo após meu fim falharão quando tentarem
me separar do lugar onde vivi
pois sou parte dessa terra como ela é parte de mim!
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