Não é possivel prever ou imaginar
por quais mudanças iremos passar
num primeiro estágio de tais mutações
a nós, torna-se impossível aceitar
Sentimos medo do desconhecido
do que ainda não foi vivido
como se isso não fosse
puro e humano instinto!
Aceitar nossas mudanças
é trançar nossa própria constelação
que nunca se mostra imutável, de onde,
uma única estrela brilha em nosso chão
Chão do contorno pessoal
do desejo, da espectativa, da moral
Brilha em nosso chão ofuscando outros
motivos e contornos agora vãos
E é isso que somos,
uma enorme constelação
em um universo em translação
tão metamórfico quanto nosso chão
E se o próprio universo se modifica
porque tornaríamos estatícas nossas vidas?
É abraçando nossa metamorfose ambulante
que nos tornaremos livres, felizes, amantes
Livres pra dizer hoje NÃO!
Felizes por termos opção
e amantes de tudo aquilo
que surge sem a menor pretenção!
terça-feira, 29 de abril de 2008
domingo, 27 de abril de 2008
De virada!
No supra-sumo do convivio humano
vagueio em pensamentos vãos
de repente tenho um lapso
de paranóia e exitação
Com a adrenalina de quem
se aventura num vôo de asa-delta
ou pula de pára-quedas
me proponho à vir embora
E num instante
sinto um frio na barriga
que não era de paixão ou euforia
era medo, medo da multidão
medo de gente, assim como eu
Desejei intensamente a solidão
do meu quarto do que
aquelas ruas onde era impossivel
dar alguns passos
E assim foi, de virada
deixei de ouvir gargalhadas
e parti para meu forte
que as vezes chamo de casa
Deixei de ser mais um na multidão
e passei a ser o único
em meio as paredes
da minha alucinação!
vagueio em pensamentos vãos
de repente tenho um lapso
de paranóia e exitação
Com a adrenalina de quem
se aventura num vôo de asa-delta
ou pula de pára-quedas
me proponho à vir embora
E num instante
sinto um frio na barriga
que não era de paixão ou euforia
era medo, medo da multidão
medo de gente, assim como eu
Desejei intensamente a solidão
do meu quarto do que
aquelas ruas onde era impossivel
dar alguns passos
E assim foi, de virada
deixei de ouvir gargalhadas
e parti para meu forte
que as vezes chamo de casa
Deixei de ser mais um na multidão
e passei a ser o único
em meio as paredes
da minha alucinação!
Mulher
Mulher, pedaço do azul anil
outrora nos trazendo alegrias mil
loira, mulata de maio á abril
Do seu peito, nos dá a mais bela alegria
Mulher, sem adjetivos ou subjetivos
Mulher, movimenta e enlouquece
embriaga e entristece
Amamenta e acalenta
Da a luz e o afeto
Mulher completa por si só
Mas que com certeza
cobra a nossa voz
a dizer que sem você
reduziríamos à homem
ou seria ao Pó?
outrora nos trazendo alegrias mil
loira, mulata de maio á abril
Do seu peito, nos dá a mais bela alegria
Mulher, sem adjetivos ou subjetivos
Mulher, movimenta e enlouquece
embriaga e entristece
Amamenta e acalenta
Da a luz e o afeto
Mulher completa por si só
Mas que com certeza
cobra a nossa voz
a dizer que sem você
reduziríamos à homem
ou seria ao Pó?
Há muito...
Há muito desisti de insistir
de resistir ao que tende a vir
de engolir o choro pra poder sorrir
Há muito regorgito minha vã-filosofia
depois vomito nas paredes do meu quarto
que quase sempre são caladas e frias
Há muito não temo mais a lucidez
tão pouco inflamo minha maluquez
já não temo mais a morte
também não conto com a sorte
Há muito que quero sentir
toda a dor, todo calor, todo o sabor
quero caminhar descalço, sentir o asfalto
aposentar as chuteiras, não mais marcar
Há muito, com crase, sem H
com acento, minúsculo ou maiúsculo
Há muito me perdi quando
derepente, de te procurar desisti!
de resistir ao que tende a vir
de engolir o choro pra poder sorrir
Há muito regorgito minha vã-filosofia
depois vomito nas paredes do meu quarto
que quase sempre são caladas e frias
Há muito não temo mais a lucidez
tão pouco inflamo minha maluquez
já não temo mais a morte
também não conto com a sorte
Há muito que quero sentir
toda a dor, todo calor, todo o sabor
quero caminhar descalço, sentir o asfalto
aposentar as chuteiras, não mais marcar
Há muito, com crase, sem H
com acento, minúsculo ou maiúsculo
Há muito me perdi quando
derepente, de te procurar desisti!
Sempre e hoje!
Hoje vou andar descalço
sentir as folhas secas sucumbirem
aos meus firmes passos
Vou pular corda sobre a linha do equador
imaginar figuaras nas nuvens do céu redentor
Vou rodar pião em meio as marginais
pular amarelinha sem querer chegar ao céu
Vou contar estrelas
ouvir contos de terror
jogar futebol na rua
andar de rolemã
Vou empinar pipa
jogar bolinha de gude
comer jujuba
tomar banho de chuva
Vou fazer tudo o que quero
sem medo ou vergonha
vou dançar ciranda
só pra relembrar a alegria
de que um dia já foi criança!
sentir as folhas secas sucumbirem
aos meus firmes passos
Vou pular corda sobre a linha do equador
imaginar figuaras nas nuvens do céu redentor
Vou rodar pião em meio as marginais
pular amarelinha sem querer chegar ao céu
Vou contar estrelas
ouvir contos de terror
jogar futebol na rua
andar de rolemã
Vou empinar pipa
jogar bolinha de gude
comer jujuba
tomar banho de chuva
Vou fazer tudo o que quero
sem medo ou vergonha
vou dançar ciranda
só pra relembrar a alegria
de que um dia já foi criança!
Veja margarida...
Bem me quer, mau me quer...
Bem, mau...Quem quizer?
Veja margarida quantas voltas da essa vida
como podes, deixar seu habitat
e vim para as minhas mãos
ouvir pessoais agonias?
Como podes aceitar que eu, mero humano
te ampute com meu futil pranto?
Maragarida, flor da tristeza
ou seria da alegria?
Porque permites que te use
em minha destada sangria?
Saibas que meus ansceios
não se resumem apenas em
quer-me bem ou mau
Saibas ó branco e amarelo
num formato intenso
que meu único desejo
É que me deixes com a dúvida
daquela alguém que ainda
não sei se me queria
e salte da minha mão
pra juntar tua beleza
com a vida de outra bela senhorita!
Bem, mau...Quem quizer?
Veja margarida quantas voltas da essa vida
como podes, deixar seu habitat
e vim para as minhas mãos
ouvir pessoais agonias?
Como podes aceitar que eu, mero humano
te ampute com meu futil pranto?
Maragarida, flor da tristeza
ou seria da alegria?
Porque permites que te use
em minha destada sangria?
Saibas que meus ansceios
não se resumem apenas em
quer-me bem ou mau
Saibas ó branco e amarelo
num formato intenso
que meu único desejo
É que me deixes com a dúvida
daquela alguém que ainda
não sei se me queria
e salte da minha mão
pra juntar tua beleza
com a vida de outra bela senhorita!
de filho pra pai
Existem pessoas que ao partirem
deixam gravadas em nossas retinas
imagens de uma vida tão breve quanto um suspiro
Partem sem avisar, sem pensar
não nos permitem uma despedida ensenar
De todos esses aventureiros
que partem pra uma próxima cruzada
sempre há um em especial
aquele que retem o abraço fundamental
Não tive muitas oportunidades de te falar
nunca o conheci completamente
não pude com conciência lhe amar
De uma hora pra outra acordei
e não havia mais o fusca amarelo
as idas ao sitio, os passeios de barco
não havia mais as costa de onde
brotavam inúmeros cravos
Corri o quintal procurando
vestígios da sua oficina,
do seu modo de vida
da figura paterna que eu conhecia
Durante os anos seguintes
procurava algo que lembrasse você
segui seus passos até onde pude
em busca da sua essência, transfigurei meu ser
Mas nada, não havia mais sua mão
a me erguer quando eu caia!
Hoje folheio livros que sua mente
já tivéra absorvido
imagino se é com a mesma destreza e emoção
Guardo a imagem de um sorriso amarelo
escondido em meio à fios avermelhados
O canto do olhar, já envelhecido
pelos sofridos dias vividos
E é com essa dor que peço lincença
pra não te ter mais como guia
regitro nessas fiéis linhas
lavadas com lágrimas realmente sofridas
meu desejo de não ser sua imagem cuspida no espelho
pois tal pai, como tal filho
sabem bem como escolher seu caminho
E se hoje, entre brumas
puder ler este texto
saiba que deixei de ser herdeiro
pra construir meu próprio reino.
para Antônio José Pereira, onde estiver...
deixam gravadas em nossas retinas
imagens de uma vida tão breve quanto um suspiro
Partem sem avisar, sem pensar
não nos permitem uma despedida ensenar
De todos esses aventureiros
que partem pra uma próxima cruzada
sempre há um em especial
aquele que retem o abraço fundamental
Não tive muitas oportunidades de te falar
nunca o conheci completamente
não pude com conciência lhe amar
De uma hora pra outra acordei
e não havia mais o fusca amarelo
as idas ao sitio, os passeios de barco
não havia mais as costa de onde
brotavam inúmeros cravos
Corri o quintal procurando
vestígios da sua oficina,
do seu modo de vida
da figura paterna que eu conhecia
Durante os anos seguintes
procurava algo que lembrasse você
segui seus passos até onde pude
em busca da sua essência, transfigurei meu ser
Mas nada, não havia mais sua mão
a me erguer quando eu caia!
Hoje folheio livros que sua mente
já tivéra absorvido
imagino se é com a mesma destreza e emoção
Guardo a imagem de um sorriso amarelo
escondido em meio à fios avermelhados
O canto do olhar, já envelhecido
pelos sofridos dias vividos
E é com essa dor que peço lincença
pra não te ter mais como guia
regitro nessas fiéis linhas
lavadas com lágrimas realmente sofridas
meu desejo de não ser sua imagem cuspida no espelho
pois tal pai, como tal filho
sabem bem como escolher seu caminho
E se hoje, entre brumas
puder ler este texto
saiba que deixei de ser herdeiro
pra construir meu próprio reino.
para Antônio José Pereira, onde estiver...
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