Um Verme repousa seu frígido tato
sobre a epiderme conturbada da vida
com seu ácido paladar ousa necrosar
o seio de tal amada
Esquece-se porém
que antes de seu vão contato
tal senhora tivéra gerado outros filhos
tão imponentes quanto esse vil ser
E como num fato grego
iniciam uma sangrenta batalha
ambos carregados de ideais
não se contentam em dividir
o carinho e a atenção da Eva atemporal
É a ópera do bem e o mau
da ilusão e o real
É o elo do ser e do ter
querendo tornar-se parede
É o épico cenário libertário
onde o livre tenta celar um chucro cavalo
esquecendo-se que tanto ele quanto o belo alazão
têm vontades e desejos próprios
É a plebe lutando contra o reinado
um conto sem heróis ou condenados
É o vivo que não deseja
por ser que seja, ser postumizado!
segunda-feira, 21 de abril de 2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
Palhaçada

Eu não sou palhaço!
se meu nariz sugere isso é mero acaso
dou piruetas diárias, visto fantasias variadas
mas mesmo assim, não sou palhaço!
Dou risadas e alegro aos outros
pulo num pé só, caminho na corda bamba
conto e vivo piadas
mas estou longe de ser a Vovó Mafalda
Corro pra lá e pra cá
Tropeço e levanto sem cessar
grito, canto, recebo ordens, cumpro-as...
Mesmo assim... Eu palhaço?
Trabalho, estudo, recebo salário
não faço o que quero, tenho um carro
acabo com o planeta, fumo cigarro
e ainda me tomas como palhaço?
Pago IPVA, IPTU, INSS, aluguel
programo minha lua de mel...
Vou ao Ibirapuera, cinema, teatro
tomo banho de mar, como brigadeiro
Tudo quando não estou no picadeiro!
É, talvez eu tenha um certo parentesco
com Atchim, Espirro, Lula, João, Margarida
Mas agora sem receio, sem palhaçada
sem mulecagem ou ironia... me diz:
O que difere o meu, do seu nariz?
Fé...
Será ela a fada do conto com sua varinha
à trazer novas expectativas pro amanhã
ou será ela a Bruxa medieval à mascarar
com sua magia nosso fatídico dia-a-dia?
Será ela a esperança canalizada,
a ilha fantasiosa perdida em alto mar?
Será a xícara de coragem
ingerida num leve e tenaz gole?
Tomada de inúmeras formas
movimenta tudo, todos
Sobre suas costas depositamos
todos os problemas mal solucionados
todos os sonhos ainda almejados
É a Sinhá a cirandar
com nossos "Cablocos-delirantes"
Está ao lado do herói e do oprimido
está no corpo, no sorriso, no coração e sentidos
É a brisa surgida após a tormenta
o motivo do devoto e da crença
é necessário tê-la sempre bem ao lado
e contar com seu certeiro e fiel amparo..
à trazer novas expectativas pro amanhã
ou será ela a Bruxa medieval à mascarar
com sua magia nosso fatídico dia-a-dia?
Será ela a esperança canalizada,
a ilha fantasiosa perdida em alto mar?
Será a xícara de coragem
ingerida num leve e tenaz gole?
Tomada de inúmeras formas
movimenta tudo, todos
Sobre suas costas depositamos
todos os problemas mal solucionados
todos os sonhos ainda almejados
É a Sinhá a cirandar
com nossos "Cablocos-delirantes"
Está ao lado do herói e do oprimido
está no corpo, no sorriso, no coração e sentidos
É a brisa surgida após a tormenta
o motivo do devoto e da crença
é necessário tê-la sempre bem ao lado
e contar com seu certeiro e fiel amparo..
segunda-feira, 14 de abril de 2008
A Bailarina
Analiso com a visão narcisista que não se põe sobre o espelho,
perpetuo esse espetáculo sentindo meus batimentos compassados
com o movimento suave e contagiande de seu corpo...
seu corpo que não se nega à entregar-se ao lindo ritual da dança
mas muda de opinião quando o convite vem dos meus braços
braços que querem apenas afagar toda a sua beleza
Enlouqueço toda vez que fito seu olhar em mim sem me ver
e como se toda essa loucura fosse normal, ainda me tentas com flertes..
Ah....esses flertes!
Já me conquistastes sem me dizer qualquer palavra, e ainda flerta?
Dançaria contigo durante todas as primaveras que ainda me esperam
Dançaria contigo sob o sol do verão ou a lua do mais intenso inverno...
Dançaria e cantaria aos 4 cantos do mundo, se necessário fosse pra lhe surpreender...
Pra conter toda essa ansiedade que me tomas por esperar tudo isso, é que escrevo
escrevo esperando apenas que abra a tal exceção
pra que esse espetáculo sinta toda a gradiozidade de nossa sensibilidade e emoção!
perpetuo esse espetáculo sentindo meus batimentos compassados
com o movimento suave e contagiande de seu corpo...
seu corpo que não se nega à entregar-se ao lindo ritual da dança
mas muda de opinião quando o convite vem dos meus braços
braços que querem apenas afagar toda a sua beleza
Enlouqueço toda vez que fito seu olhar em mim sem me ver
e como se toda essa loucura fosse normal, ainda me tentas com flertes..
Ah....esses flertes!
Já me conquistastes sem me dizer qualquer palavra, e ainda flerta?
Dançaria contigo durante todas as primaveras que ainda me esperam
Dançaria contigo sob o sol do verão ou a lua do mais intenso inverno...
Dançaria e cantaria aos 4 cantos do mundo, se necessário fosse pra lhe surpreender...
Pra conter toda essa ansiedade que me tomas por esperar tudo isso, é que escrevo
escrevo esperando apenas que abra a tal exceção
pra que esse espetáculo sinta toda a gradiozidade de nossa sensibilidade e emoção!
sexta-feira, 11 de abril de 2008
a largada.....
Tic-tac, Tic-tac... Prim, Prim....
Acordou o rouba brisa matinal
e com isso foi dada a largada!
abro os olhos ainda dormindo,
tateio a cama num ritual de despedida
me levanto apos alguns minutos e parto pro banheiro
escovo os dentes, lavo o rosto, penteio o cabelo
olho novamente o relogio e observo meu atraso...
tomo café, como um pão, visto uma calça
uma camisa, ponho o tênis
caminho até o portão, tampo os ouvidos, esqueço da visão...
Paro de pensar e pronto...
Já posso ir trabalhar!
terça-feira, 8 de abril de 2008
Quantas?
Quantas palavras formam uma poesia?
10, 20, 1 milhão, trinta?
O que é preciso?
Será que tenho que comer uma sopa de letrinhas
pra depois vomitar a tal da poesia?
Tem que falar de amor,
Sexo, beleza ou dor?
Tem que ser grande e dificil de ler,
ou pequena pra que qualquer um possa entender?
Quantas palavras?
Quantos versos e estrofes?
Tenho que ser capaz, ou somente contar com a sorte?
Sobre Filosofia? Romântica? Com ou sem irônia?
Quantas palavras?
À caneta, à lapís ou digitada?
Do que eu necessito?
Tenho que ler outras, pra poder fazer as minhas...
ou apenas deixar a vida ser vivida?
10, 20, 1 milhão ou trinta?
Quantas palavras?
10, 20, 1 milhão, trinta?
O que é preciso?
Será que tenho que comer uma sopa de letrinhas
pra depois vomitar a tal da poesia?
Tem que falar de amor,
Sexo, beleza ou dor?
Tem que ser grande e dificil de ler,
ou pequena pra que qualquer um possa entender?
Quantas palavras?
Quantos versos e estrofes?
Tenho que ser capaz, ou somente contar com a sorte?
Sobre Filosofia? Romântica? Com ou sem irônia?
Quantas palavras?
À caneta, à lapís ou digitada?
Do que eu necessito?
Tenho que ler outras, pra poder fazer as minhas...
ou apenas deixar a vida ser vivida?
10, 20, 1 milhão ou trinta?
Quantas palavras?
sábado, 5 de abril de 2008
BR-116
Ao ver a grandiozidade de opções oferecidas pelo seu horizonte
me pergunto até onde poderia chegar?
Quão bela ou horrenda seria a próxima padara, o próximo lugar?
Vejo o despertar do sol inundar com fortes raios seu bolo petrolífero
coberto com a manta de pedregulhos, e amaciado pelos pneus radiais que por ali passam.
Seu fluxo parece não ter fim!
Imagino como seria extasiante dar boa noite ao luar, repletido nos pára-brisas que me ultrapassam e fazem um incrivel vai-e-vem de carros atrasados
Tento me distrair com um jogo de som e alto-falantes que me gritam:
"Hi-Hi Jhonny, Hi-Hi Alfredo"
E por consequencia, não coincidencia, me indago:
"Bye-Bye dia ou Bye-Bye emprego?"
me pergunto até onde poderia chegar?
Quão bela ou horrenda seria a próxima padara, o próximo lugar?
Vejo o despertar do sol inundar com fortes raios seu bolo petrolífero
coberto com a manta de pedregulhos, e amaciado pelos pneus radiais que por ali passam.
Seu fluxo parece não ter fim!
Imagino como seria extasiante dar boa noite ao luar, repletido nos pára-brisas que me ultrapassam e fazem um incrivel vai-e-vem de carros atrasados
Tento me distrair com um jogo de som e alto-falantes que me gritam:
"Hi-Hi Jhonny, Hi-Hi Alfredo"
E por consequencia, não coincidencia, me indago:
"Bye-Bye dia ou Bye-Bye emprego?"
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