Venha mar
na areia me encantar
esse teu canto manso
de onda em onda me faz sonhar
onde o céu encontra as águas
vejo as estrelas bailar
Uma, mais revolta
à terra quer se jogar
parte em despedida
com meu sorriso a carregar
Inerte, na noite fria
imagino como seria
se essa cadente menina,
minha vida,
pudesse guiar
ao infinito, além mais
onde razão alguma
ousaria nos parar...
sexta-feira, 24 de abril de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
Dana
Emaranhado de versos e guerrilhas
o poeta, a poetiza
o guerreiro, a bailarina
o musico, a batalhadora
Lançam ao vento suas rimas
seus olhares, seus amores e dores
Ele daqui ela de lá
ela é a pena e ele o tinteiro
pintam sorrisos
sonham acordes
A geografia os divide
eu apenas assisto
A menina deslocada
O rapaz vislumbrado
a noite é longa
sem morada ela não o quer incomodar
já já o dia chega, ele cedo irá acordar
ela se preocupa
pede abrigo
enquanto isso ele e eu apenas concluímos:
É amigo!
Mal sabe ela que a manhã que chega depois de uma noite em claro
pode ser mais cândida do que o alvo luar....
o poeta, a poetiza
o guerreiro, a bailarina
o musico, a batalhadora
Lançam ao vento suas rimas
seus olhares, seus amores e dores
Ele daqui ela de lá
ela é a pena e ele o tinteiro
pintam sorrisos
sonham acordes
A geografia os divide
eu apenas assisto
A menina deslocada
O rapaz vislumbrado
a noite é longa
sem morada ela não o quer incomodar
já já o dia chega, ele cedo irá acordar
ela se preocupa
pede abrigo
enquanto isso ele e eu apenas concluímos:
É amigo!
Mal sabe ela que a manhã que chega depois de uma noite em claro
pode ser mais cândida do que o alvo luar....
segunda-feira, 30 de março de 2009
E se...
E se essa manhã nunca chegasse
se essa noite reinasse a eternidade
se fosse eterno nosso abraço
ainda a amaria?
E se os carros fossem astros,
as estrelas perderiam o brilho?
Se todo barro fosse ouro
se toda riqueza fosse abstrata
se essa fé fosse talhada
se o sol apagasse seu fogo
se eu soubesse o tende a vir
me arriscaria tanto?
Se meu grito estourasse em meio ao silêncio
quem me ouviria?
se a vida fosse breve feito o dia
se minhas duvidas duvidassem de mim
se você não me quiser
o que irei fazer?
E se... E se... E se...
E se não terminar esse poema
e se termina-lo, terei obtido alguma resposta?
se essa noite reinasse a eternidade
se fosse eterno nosso abraço
ainda a amaria?
E se os carros fossem astros,
as estrelas perderiam o brilho?
Se todo barro fosse ouro
se toda riqueza fosse abstrata
se essa fé fosse talhada
se o sol apagasse seu fogo
se eu soubesse o tende a vir
me arriscaria tanto?
Se meu grito estourasse em meio ao silêncio
quem me ouviria?
se a vida fosse breve feito o dia
se minhas duvidas duvidassem de mim
se você não me quiser
o que irei fazer?
E se... E se... E se...
E se não terminar esse poema
e se termina-lo, terei obtido alguma resposta?
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Mensageira...
Mensageira das emoções
a ponte entre nós se solidifica
duas ilhas, o mesmo ar, o mesmo mar
distantes, apenas os corpos.
Um dia de sol
uma manhã anil
um lindo dia
ela me dizendo pra vive-lo
sua vontade de estar longe do capital
de se encontrar com a vida, com ela, comigo
responde ao meu desejo de encontrar-me nela
diante Iemanja longe desse corriqueiro vazio.
Somos ilhas pisadas por alguns
somos verdades na boca de todos
somos desbravadores
prontos pra nos conhecermos
num abraço caudaloso
seremos o incerto
o primeiro e o terceiro
a estabilidade
a agonia gritada na boca adolescente
a sabedoria de quem já viveu aventuras mil
seremos a história na geografia dos nossos corações
e na eternidade das ocasiões
um breve raiar de luz afundado na memória do existir.
a ponte entre nós se solidifica
duas ilhas, o mesmo ar, o mesmo mar
distantes, apenas os corpos.
Um dia de sol
uma manhã anil
um lindo dia
ela me dizendo pra vive-lo
sua vontade de estar longe do capital
de se encontrar com a vida, com ela, comigo
responde ao meu desejo de encontrar-me nela
diante Iemanja longe desse corriqueiro vazio.
Somos ilhas pisadas por alguns
somos verdades na boca de todos
somos desbravadores
prontos pra nos conhecermos
num abraço caudaloso
seremos o incerto
o primeiro e o terceiro
a estabilidade
a agonia gritada na boca adolescente
a sabedoria de quem já viveu aventuras mil
seremos a história na geografia dos nossos corações
e na eternidade das ocasiões
um breve raiar de luz afundado na memória do existir.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Terreno...
Com o cuidado de quem pisa em ovos sigo meu caminho
mar em fúria é meu pensamento
na tempestade ácida que não molha minha carne
sou o sol evaporando a água por amor
Terra de ninguém é esse lugar onde vivo
me escondo, me acalmo...
A partir de ontem
sem abaixar a cabeça, olhando nos olhos
sentindo o bafo daqueles que se dizem verdadeiros
enxergo a veracidade da mentira que há em qualquer líder
só quem conhece o cheiro de terra molhada sobre o asfalto
sabe reconhecer-te mundano e livre.
Enquanto a ira caudalosa me sorria
me dei à terra que sempre foi minha e por muito negada
veredar o solo do conhecimento é minha alforria
tocando meu eu fazendo folia
vou pra guerra sendo verdadeiro
dançando ciranda por fim serei criança.
Aos que se sentem superiores
aos que me negaram direitos e amores
aos que demarcaram seu imaginário território
esses sim, sentirão o arder do caos imposto à mim
quando feito curisco alumiando a fumaça cinza
negarei aos céus voltando pro chão
sem me alienar ou cercar minha razão
e mesmo após meu fim falharão quando tentarem
me separar do lugar onde vivi
pois sou parte dessa terra como ela é parte de mim!
mar em fúria é meu pensamento
na tempestade ácida que não molha minha carne
sou o sol evaporando a água por amor
Terra de ninguém é esse lugar onde vivo
me escondo, me acalmo...
A partir de ontem
sem abaixar a cabeça, olhando nos olhos
sentindo o bafo daqueles que se dizem verdadeiros
enxergo a veracidade da mentira que há em qualquer líder
só quem conhece o cheiro de terra molhada sobre o asfalto
sabe reconhecer-te mundano e livre.
Enquanto a ira caudalosa me sorria
me dei à terra que sempre foi minha e por muito negada
veredar o solo do conhecimento é minha alforria
tocando meu eu fazendo folia
vou pra guerra sendo verdadeiro
dançando ciranda por fim serei criança.
Aos que se sentem superiores
aos que me negaram direitos e amores
aos que demarcaram seu imaginário território
esses sim, sentirão o arder do caos imposto à mim
quando feito curisco alumiando a fumaça cinza
negarei aos céus voltando pro chão
sem me alienar ou cercar minha razão
e mesmo após meu fim falharão quando tentarem
me separar do lugar onde vivi
pois sou parte dessa terra como ela é parte de mim!
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Navegando...
Desancorada a canoa segue o fluxo das águas
o rio é tenso, mar bravo de água doce
eu ao relento, inebriado
ouço os cânticos da correnteza
desacorrento meu espirito
a névoa se dissipa
o ar é leve e fresco
a embarcação dança o balanço fluvial,
estou em paz.
O rio continua me guiando
agora sua superfície é límpida
com a ponta dos dedos deixo o rastro
que forma pequenas ondas
dissolvido, um espelho se cria em meio as folhas
olho d'água me mostrando quem sou
árvores de ponta cabeça,
o céu está sob mim.
As folhas se despedem com frequência,
contra a nascente sigo
ainda não sei qual o destino,
toda margem é terra firme
não sei onde ancorar.
Um frio me toma o peito
já não vejo nada
tudo é tão abstrato e escuro
imperceptível é minha força diante minha angustia
não estou só.
Animais hostis vidram seus olhos e rugidos
desejando meu intelecto,
por um instante de lucidez em pleno desespero
meu coração me leva à um lugar onde pensamento algum me tirará do prumo.
A canoa continua a bailar
preciso sair dali
me afogando com o ar que pesa em meus pulmões
vejo minha salvação.
Diluído é meu esclarecimento mente à dentro...
Há remos na embarcação,
independente de pra onde o rio siga
de agora em diante, são eles que me darão a direção!
o rio é tenso, mar bravo de água doce
eu ao relento, inebriado
ouço os cânticos da correnteza
desacorrento meu espirito
a névoa se dissipa
o ar é leve e fresco
a embarcação dança o balanço fluvial,
estou em paz.
O rio continua me guiando
agora sua superfície é límpida
com a ponta dos dedos deixo o rastro
que forma pequenas ondas
dissolvido, um espelho se cria em meio as folhas
olho d'água me mostrando quem sou
árvores de ponta cabeça,
o céu está sob mim.
As folhas se despedem com frequência,
contra a nascente sigo
ainda não sei qual o destino,
toda margem é terra firme
não sei onde ancorar.
Um frio me toma o peito
já não vejo nada
tudo é tão abstrato e escuro
imperceptível é minha força diante minha angustia
não estou só.
Animais hostis vidram seus olhos e rugidos
desejando meu intelecto,
por um instante de lucidez em pleno desespero
meu coração me leva à um lugar onde pensamento algum me tirará do prumo.
A canoa continua a bailar
preciso sair dali
me afogando com o ar que pesa em meus pulmões
vejo minha salvação.
Diluído é meu esclarecimento mente à dentro...
Há remos na embarcação,
independente de pra onde o rio siga
de agora em diante, são eles que me darão a direção!
sábado, 3 de janeiro de 2009
Gravidez...
Nasceu em mim
acalentei
sonhei nosso futuro
imaginei como seria
a cada dia tomava mais meu espaço
primeiro o desespero
depois o desejo
a necessidade
cantei pro seus sonos
fomos um por muito tempo
veio ao mundo
amamentei
criei
tentei educar
o tempo foi passando
a criança se tornou adolescente
adulta foi pra vida
me deixou sangrando
quando em lágrimas me disse:
desculpe amor,
mas eu sua metade
decidi que agora é hora
e eu parto...
e então meu amor morreu
diante a possibilidade de ver outro nascer!
acalentei
sonhei nosso futuro
imaginei como seria
a cada dia tomava mais meu espaço
primeiro o desespero
depois o desejo
a necessidade
cantei pro seus sonos
fomos um por muito tempo
veio ao mundo
amamentei
criei
tentei educar
o tempo foi passando
a criança se tornou adolescente
adulta foi pra vida
me deixou sangrando
quando em lágrimas me disse:
desculpe amor,
mas eu sua metade
decidi que agora é hora
e eu parto...
e então meu amor morreu
diante a possibilidade de ver outro nascer!
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